blog da inventa

Nos tempos de antigamente

Grande apreciador de Van Gogh, o artista mineiro Carlos Bracher dedica, há 50 anos, boa parte do seu tempo e inspiração à pintura. Produziu uma série de 100 obras em homenagem ao gênio holandês. A partir do dia 12 de junho, o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, traz uma boa retrospectiva da arte de Bracher. São 79 obras, algumas inspiradas em Van Goch e outras que percorrem todas as fases e temáticas vividas pelo brasileiro, da década de 1960 a 2009.

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bracherolivioAvesso aos movimentos vanguardistas, novas mídias e técnicas, Bracher é conhecido como um artista resistente, que “atravessou com bravura os anos adversos” em que a pintura caiu em desprestígio, como explica o amigo e curador da mostra Olívio Tavares.

Tavares também chama a atenção para a expressividade da linguagem dramática, enfática e barroca do pintor. “Não é sem motivo que ele escolheu morar na cidade barroca de Ouro Preto. Pode-se dizer que, no fundo, Carlos Bracher é um artista inteiramente romântico, o romântico possível, em pleno século 21.”

Carlos Bracher – Um Resistente da Pintura

De 12 de junho a 29 de agosto

Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h

Local: Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico

Entrada: R$ 4 ( inteira) e R$ 2  (estudantes)

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11 de June de 2010 at 17:35 Comment (1)

Ao MON, 10!

Não fica nada pra trás. O Museu Oscar Niemeyer em Curitiba não está devendo em nada para os grandes museus do mundo. Em termos das mostras que traz – 10 no total – mas também na superação do provincianismo paranaense nos horários de funcionamento, especialmente em época de férias de fim de ano. Época em que quase tudo fecha, o MON ficará aberto normalmente, fechando apenas nos dias 25 de dezembro e 1 de janeiro. Na véspera de Natal ele fechará um pouquinho mais cedo, às 16h e no dia 31 às 13h.

Aliás, é um programa absolutamente sensacional para o fim de ano. Só as mostras de Vik Muniz (abaixo), Joaquin Sorolla e Le Corbusier já valem a visita.

Vik Muniz, 2003

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18 de December de 2009 at 15:50 Comments (0)

Sentimiento trágico de la vida

Se você está pensando em fazer uma visita cultural ao Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, não vá. Pelo menos, não agora. Duas exposiões brilhantes prometem mudar um pouco o cenário de suas paredes brancas sob o concreto suspenso. A melhor delas é a mostra O Olhar do Pintor Joaquín Sorolla, que reúne trabalhos inéditos ao Brasil deste valenciano contemplador do espetáculo da rotina humana. Por isso, espere até o dia 11 de dezembro, quando começa a exposição e sua visita certamente irá valer a pena.

Sorolla é fruto da tradição da arte espanhola. Neto dos contrastes de Velázquez e filho do engajamento político de Goya, agiu sob a influência oriental que permeava o cenário artístico na Europa durante a segunda metade do século XIX para pintar paisagens magníficas sob uma luz levantina que iluminou de forma fotográfica a rotina de Valência e da folclórica Andaluzia. As pinceladas estão perto do que se pode chamar pós-impressionista, aproximando-se por vezes do traço social do desenhista americano Norma  Rockwell.

O pintor tange também a chamada Generación de 98, artistas espanhóis que procuravam resgatar a dignidade do antigo império depois das tragédias de 1898 quando vergonhosamente perdeu suas últimas colônias para os EUA. Miguel de Unamuno definia como “sentimiento trágico de la vida” o sentimento que emanava das Canárias ao país Vasco.

Sorolla

A outra mostra começa em mesma data. Com 90 painéis de azulejos vindos do Museu Nacional do Azulejo de Portugal, Figuras e Padrões – A encomenda do azulejo em Portugal, do século XVI à atualidade segue até 11 de abril.

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4 de December de 2009 at 15:02 Comments (0)

Prostíbulo 63

 

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Do mendigo no bairro do Botafogo à relação entre mãe e filho em um parque de Lisboa. O gaúcho Flávio Damm possui um olhar que merece ser visto e revisto. De seu acervo com mais de 60 mil negativos, 80 fotografias do fotojornalista foram selecionadas e estão em exposição para os curitibanos no Museu Oscar Niemeyer até fevereiro de 2010.

Pena que a série “Mulher Dama” não está presente na mostra do MON. Com sua Leica, Damm participou durante três semanas da vida de um prostíbulo no centro antigo de Salvador, em 1966. O prostíbulo 63. Damm registrou mulheres de “vida fácil” que fariam parte de um livro que Jorge Amado iria publicar caso a ditadura deixasse. Não deixou. Em sua edição mais recente, a revista Mag! reuniu algumas imagens, aqui reproduzidas.

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Na reportagem da Mag!, diz Diógenes Moura – escritor e curador de fotografia da Pinacoteca do Estado de São Paulo – “Olhe bem para essas damas. Veja o que há nelas que não sabemos explicar. Sinta como a literatura é próxima da fotografia. Feito isso, descubra o que realmente quer dizer a palavra erotismo”.

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24 de November de 2009 at 10:33 Comments (0)