blog da inventa

Um McGuffin, por favor

Alfred Hitchcock é o pai do terror, mestre dos filmes de autor, ídolo da Nouvelle Vague e cineasta de dezenas de filmes inesquecíveis. Está certo que o diretor escolheu um gênero no qual os filmes tendem a envelhecer menos. Algumas comédias possuem um humor com validade mais curta do que leite em geladeira, mas os filmes de Hitchcock nunca saem de moda, nunca perdem o estilo, são eternos. Até hoje fico angustiado com as perseguições de Intriga Internacional ou esperando os pratos da orquestra nas duas versões de O Homem Que Sabia Demais. Psycho, 1960

Mas qual o molho especial da mistura de elementos característicos de Alfred Hitchcock? Não são as loiras, as perseguições, os diálogos ou os tramas. O especial nos filmes são as falsas pistas e talvez por isso fosse o ídolo dos diretores que iniciaram a Nouvelle Vague na década de 60. Todas as ferramentas narrativas que utilizava, Hithcock deixou documentado nos textos que escreveu explicando sobre direção de cinema. O McGuffin é talvez o mais importante deles e significa exatamente isso. Isso o que?

Este mistério que envolve alguma trama ou palavra mas que é completamente marginal à ela e sua compreensão é absolutamente desnecessária. Como por exemplo no início de Psicose, feito há exatos 50 anos e que continua a assustar gerações. A atriz Janet Leigh foge com uma quantia de dinheiro de seu patrão e aparentemente o filme indica que a trama será sobre isso, ao que ela não é assassinada logo no começo e o filme revela um desfecho surpreendente.

Se prestar atenção, irá perceber que em quase todos os seus filmes há a presença de pelo menos um McGuffin. Hoje à noite irei pedir à minha locadora. Um McGuffin, por favor.

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25 de January de 2010 at 17:04 Comment (1)