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	<title>blog da inventa &#187; Giacometti</title>
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		<title>Keep Walking</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 17:02:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Arte Contemporânea]]></category>
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Como adiantado pelo blog da inventa, a arte contemporânea está em alta e a de Albergo Giacometti está próxima da estratosfera. No início da semana uma voz pelo telefone deu o lance que tornou Walking Man I a obra de arte mais cara já vendida em leilão. Custou $92.5 milhões mais as taxas, naturalmente, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-1106" style="Border: 0" title="Banco Suiço, 1998" src="http://blog.revistainventa.com.br/uploads/2010/02/Banco-Suiço-1998.jpg" alt="Banco Suiço, 1998" width="600" height="600" /></strong></p>
<p><strong>Como adiantado pelo <a href="http://blog.revistainventa.com.br/?s=giacometti">blog da inventa</a>, a arte contemporânea está em alta e a de Albergo Giacometti está próxima da estratosfera. </strong>No início da semana uma voz pelo telefone deu o lance que tornou <em>Walking Man I</em> a obra de arte mais cara já vendida em leilão. Custou $92.5 milhões mais as taxas, naturalmente, que levou o preço à $104.3 milhões, um troco a mais do que o recorde anterior de Pablo Picasso com <em>Garçon à La Pipe</em>. No post sobre Giacometti contamos que o existencialista disse certa vez que em uma casa em chamas, entre um Rembrandt e um gato, certamente salvaria o gato. Mas talvez seja porque o quadro mais caro já leiloado do mestre holandês tenha <a href="http://entertainment.timesonline.co.uk/tol/arts_and_entertainment/visual_arts/article6949433.ece" target="_blank">custado apenas</a> $32.4 milhões, menos de um terço do valor recorde atingido nesta terça-feira.</p>
<p>O obra pertencia à um banco alemão e esteve disponível para colecionadores privados pela primeira vez, por isso o valor absurdo desembolsado pela escultura. Alías, o comprador confessou à seu assistente presente no leilão que estava esperando há mais de 40 anos para comprar a peça, que se assemelha a um destemido homem surgido das cinzas de um cataclismo, disposto a sobrepor qualquer barreira. Para salvar um gato, talvez.</p>
<p>Interessante como os suiços reconhecem a habilidade financeira de Giacometti. Em 1998 o povo que não se importou em enriquecer com as jóias, as contas bancárias e os dentes de ouro dos judeus mortos durante a Segunda Guerra imprimiu uma nota de 100 francos em sua homenagem.</p>
<p><em><br />
</em></p>
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		<title>O Gato de Giacometti</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 18:20:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>(BR)</dc:creator>
				<category><![CDATA[+ Rápidas]]></category>
		<category><![CDATA[Escultura]]></category>
		<category><![CDATA[Existencialismo]]></category>
		<category><![CDATA[Giacometti]]></category>

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		<description><![CDATA[Perguntado se em uma casa em chamas, ele salvaria uma pintura de Rembrandt ou um gato, Alberto Giacometti disse que certamente salvaria o gato. Uma resposta que reflete melhor a personalidade existencialista do artista suíço do que qualquer uma das análises que procura associar suas austeras esculturas à solidão e vulnerabilidade da condição humana. Associação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Perguntado se em uma casa em chamas, ele salvaria uma pintura de Rembrandt ou um gato, Alberto Giacometti disse que certamente salvaria o gato</strong>. Uma resposta que reflete melhor a personalidade existencialista do artista suíço do que qualquer uma das análises que procura associar suas austeras esculturas à solidão e vulnerabilidade da condição humana. Associação que ganha mais força no contexto histórico do pós-guerra, na década de 40, quando Giacometti começou a ganhar fama com suas esculturas de bronze.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-447" style="border: 0;" title="Alberto Giacometti por_Henri Cartier-Bresson" src="http://blog.revistainventa.com.br/uploads/2009/11/Photograph_of_Alberto_Giacometti_by_Cartier_Bresson.jpg" alt="por_Henri Cartier-Bresson" width="465" height="700" /></p>
<p>O fato, simples e essencial, é que Giacometti pensava que a vida é mais importante do que a arte. Que a arte vem da vida e para ela se cria. Essa história do escultor está retratada no filme <em>Un homme et une femme </em>do diretor francês Claude Lelouche, outro artista que sempre humanizou seus filmes minimizando ao máximo os efeitos especiais. Aliás, foi tirando leite das pedras no caminho da produção que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e a Palma de Ouro com o filme.</p>
<p>Voltando a Giacometti. Em 1951 ele fez uma escultura de um gato, na linha dos alongados nus femininos que fazia na época. O catálogo da Sotheby’s diz que a peça representa a dissimulação com a qual o animal desafia os limites da forma e do espaço. Uma analogia ao pensamento existencialista que predominou em Giacometti depois das longas conversas com Sartre. Tudo papo de vendedor. Tão rápido e oblíquo como um gato, a realidade passa das palavras humanistas de Giacometti à lei de mercado que rege as artes hoje em dia. A <span style="color: #dc143c;"><strong><a href="http://www.sothebys.com/app/live/lot/LotDetail.jsp?lot_id=159533994" target="_blank">escultura foi a leião</a> </strong></span>em maio deste ano, em Nova York, com preço mínimo de U$ 16 milhões.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-449" style="Border: 0" title="The Cat, 1951" src="http://blog.revistainventa.com.br/uploads/2009/11/Giacometti_Cat.jpg" alt="The Cat, 1951" width="701" height="280" /></p>
<p>Não houve nenhum lance à altura. A Sotheby’s culpou a crise financeira mundial.</p>
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