O Escândalo na Arte
As luzes mudam pela noite. Os colchões ao chão e pelas mesas toda sorte de acessórios sexuais para os casais que usam o Secession Contemporary Art Museum nas orgias que promovem entre as obras de arte com o objetivo de “superar suas inibições”, como afirmou o presidente de um Sex Club que se mudou ao local há algumas semanas.

Mas, pelo dia o local é a única opção para quem quiser conferir um dos trabalhos mais excepcionais do austríaco Gustav Klimt. A obra Bethooven Freeze feita em 1902 e que causou tanta polêmica quanto às teorias do inconsciente sexual do conterrâneo Sigmund Freud. Foi justamente resgatar esse escândalo o objetivo do artista suiço, Cristoph Buechel, que elaborou o conceito da exposição. O que está em questão é justamente a normalidade com a qual encaramos hoje uma obra de Klimt, que provocou a sociedade do fim do século XIX com seus nus simbolistas no mínimo originais.
O escândalo que a exposição tem provocado resgata o sentimento de incomodo do fin-de-siécle de Viena. E como resgata.
25 de February de 2010 at 16:07 Comments (0)