Estou viciada num site que vai alegrar muito quem ama cinema e viagens. Ele se chama Filmaps e mapea locações de filmes e algumas séries no mundo todo. São mais de 3500 cenas relacionadas a algum lugar. Dá pra ver fotos e o endereço onde foram feitas cenas de Amélie Poulain, Homem Aranha, Antes do Amanhecer e Trainspotting, só para citar alguns. Buscando pelo Brasil, há pouco mais de 20 resultados apenas. O interessante é que eu, você, seu vizinho e quem mais quiser pode ajudar a aumentar esse número e também o dos outros países. É só criar uma conta gratuita e se divertir! Vou aproveitar para colocar algumas locações de Curitiba do filme Estômago.
Com certeza antes das minhas próximas aventuras eu vou consultar muito os guias de viagem e esse site.
No início de fevereiro, a loja virtual da Disney lançou peças exclusivas da tão aguardada versão de Tim Burton do clássico Alice no País das Maravilhas. De relógios divertidos a vestidos surreais, as peças variam entre o encantador e o enigmático.
E, para quem não aguenta mais esperar o filme – como eu – vale conferir um trecho:
Sempre gostei dos filmes românticos, aqueles que nos fazem chorar no final. E sempre escolho os filmes na locadora pela afinidade com os atores. Esses dias fui a locadora sem pretensão alguma e pensei, por que não Cameron Diaz? Um filme realmente chocante. Chorei do início ao fim. “Uma prova de amor” é um drama que nos faz avaliar alguns valores, que mostra realmente a importância do respeito e da felicidade. Cameron Diaz é mãe de três filhos: um menino, uma menina com câncer e outra menina mais nova, que foi concebida para que a sua medula óssea fosse doada para a sua irmã mais velha, na luta contra a leucemia. A história começa quando a filha mais nova, com a ajuda do irmão mais velho, contrata um advogado para ter direito sobre o seu próprio corpo, alegando não querer mais doar partes do seu corpo para a irmã. O filme é emocionante, do início ao fim. Na estreia nos EUA, arrecadou US$ 12 milhões. Deixei o DVD para meu irmão assistir com minha cunhada e fiquei surpresa, foi a primeira vez que ele chorou em um filme. Fica a dica para o fim de semana!
Quase três horas de duração. Necessárias para adultos poderem entrar no mundo neon de James Cameron. “Avatar” é acima de tudo um filme bonito, colorido. O enredo tem mocinho que também é herói, luta do bem contra o mal e muitas associações que podem ser feitas com o mundo real. Mostra que a união faz a força e que a Natureza precisa ser respeitada. Já conhece esta história? Eu também, mas não importa. Tecnológico, são mesmo os efeitos ultra especiais que chamam a atenção.
Avatar é para assistir no cinema, de preferência em 3D na tela gigante do Imax. O ingresso comprei pela internet, bem grudada na tela, únicas cadeiras ainda disponíveis. Na chegada, tinha gente na bilheteria comprando ingresso para o final de fevereiro!!! Com o sucesso de público, a aventura promete ter uma sequência, e possivelmente uma trilogia. Quem sabe assim, o público consiga desvendar o que afinal de contas os avatares respiram?? Mas isso é detalhe. Se me perguntar, digo sim, eu indico!!
Alfred Hitchcock é o pai do terror, mestre dos filmes de autor, ídolo da Nouvelle Vague e cineasta de dezenas de filmes inesquecíveis. Está certo que o diretor escolheu um gênero no qual os filmes tendem a envelhecer menos. Algumas comédias possuem um humor com validade mais curta do que leite em geladeira, mas os filmes de Hitchcock nunca saem de moda, nunca perdem o estilo, são eternos. Até hoje fico angustiado com as perseguições de Intriga Internacional ou esperando os pratos da orquestra nas duas versões de O Homem Que Sabia Demais.
Mas qual o molho especial da mistura de elementos característicos de Alfred Hitchcock? Não são as loiras, as perseguições, os diálogos ou os tramas. O especial nos filmes são as falsas pistas e talvez por isso fosse o ídolo dos diretores que iniciaram a Nouvelle Vague na década de 60. Todas as ferramentas narrativas que utilizava, Hithcock deixou documentado nos textos que escreveu explicando sobre direção de cinema. O McGuffin é talvez o mais importante deles e significa exatamente isso. Isso o que?
Este mistério que envolve alguma trama ou palavra mas que é completamente marginal à ela e sua compreensão é absolutamente desnecessária. Como por exemplo no início de Psicose, feito há exatos 50 anos e que continua a assustar gerações. A atriz Janet Leigh foge com uma quantia de dinheiro de seu patrão e aparentemente o filme indica que a trama será sobre isso, ao que ela não é assassinada logo no começo e o filme revela um desfecho surpreendente.
Se prestar atenção, irá perceber que em quase todos os seus filmes há a presença de pelo menos um McGuffin. Hoje à noite irei pedir à minha locadora. Um McGuffin, por favor.
“Todos pensam em mudar o mundo, mas ninguém pensa em mudar a si mesmo”. Tolstoi pensou, e acabou morrendo por isso. Quando decidiu mudar de vida radicalmente não encontrou o apoio da mulher, Sônia, que estava acostumada à ter uma boa vida. Por isso resolveu fugir, e foi viajando nos vagões de terceira classe, com vento e fumaça o tempo todo, que o autor clamado por muitos como o maior escritor de todos os tempos, morreu aos 82 anos.
Deixou, no entanto, um legado fantástico e extenso. Lembro-me que passei a duras penas pelas cenas campesinas de Anna Karenina quando li o romance, ao que foi compensado maravilhosamente pelo retrato da vida aristocrática da Rússia do século XIX e do papel da mulher nessa sociedade. O fim valeu a aventura de ler as mais de 800 páginas, e confesso que só não gostei das cenas em que Tolstoi descrevia a vida e o trabalho no campo porque era um adolescente sem paciência para tanto. No entanto, as cenas não saíram da minha cabeça, o que já mostra a força das palavras do escritor.
Agora, para comemorar o centenário da morte um filme conta o fim da vida de Tolstoi. Com previsão de estreia para o mês que vem, The Last Station estrela Helen Mirren e Cristopher Plummer como o casal Tolstoi na direção de Michael Hoffman, de O Clube do Imperador. O trailer pode ser visto aqui.
Almodóvar abraça todos. Do repórter Rafael Cortez, do CQC, durante o último festival de Cannes, aos mestres do cinema que o inspiraram e o fizeram sair da vida de cantor travestido pelas ruas de Madrid. A metalinguagem é uma constante em seus filmes, sendo que o último deles também lança mão de uma forma um pouco diferente desta figura de linguagem. É quando em Abraços Partidos o protagonista Harry Crane começa a ajudar na elaboração de um roteiro chamado Dona Sangre (Doe Sangue) que é a história ipsis litteris do Crepúsculo. Quem sabe uma diversão particular do próprio Almodóvar com a trivialidade da trama juvenil?
Também encontramos muita referência aos neorrealistas italianos, em especial à Rossellini com o clássico Viagem na Itália, durante a cena em que um casal abraçado é desenterrado após ter sido devorado pelas lavas do Vesúvio. O próprio Arthur Miller, aqui já citado, é um dos possíveis temas de um roteiro do protagonista sobre o amor incondicional.
A cena que mais demonstra a dualidade do cinema de Almodóvar é quando Penélope Cruz está vestindo diferentes perucas, começando com uma que a deixa parecida com Audrey Hepburn mas acaba a cena com uma peruca que a deixa Marilyn Monroe. “O melodrama e o humor sempre me acompanham”, afirma o diretor.
“I don´t like to look at Penélope directly, it is too overwhelming(esmagador)”, disse para a Vanity Fair de novembro Woody Allen.
A atriz nasceu na pequena cidade de Alcobendas, nos arredores de Madrid, e desde o início demonstrava uma naturalidade incrível frente às câmeras que a irmã segurava filmando às longas tardes das duas no salão de beleza da mãe. O caminho para o topo foi natural, mas não por isso, mais fácil.
Descobriu que queria ser atriz aos 15 anos quando conseguiu entrar de penetra de uma sessão de Ata-me de Almodóvar. De lá começou a procurar agentes, a fazer balé e a procurar testes de elenco até que em 1992, mentindo a idade aos seus produtores, estreou com Jamón, Jamón ao lado do atual hombre Javier Bardeem. Metade da Espanha poderia agora ver o talento (e os seios) de Penélope, que conseguiu chamar a atençã do ídolo, Almodóvar, que a chamou para um papel no filme Kika. Mentindo a idade novamente, a atriz queria se passar por uma personagem com o dobro de sua idade. Almodóvar, que não se deixa iludir facilmente, não deu a ela o papel mas a chamou para participar durante 8 minutos de Carne Trêmula em 1996. Durante oito minutos agonizou um parto em um ônibus durante seus 10 minutos de fama que a iriam projetar seu trabalho em todo o mundo.
Tornou-se a atriz espanhola de maior sucesso. A primeira a ser nomeada para um oscar, e a primeira a ganhá-lo, no ano passado com Vicky Cristina Barcelona. Está de volta com o novo filme de Almodóvar, Abraços Partidos, que continua em cartaz no Brasil. Aliás, o diretor acabou se tornando grande fã de Penélope: ” Ela é extremamente emocional e se ela não fosse uma atriz isso poderia ser um grande problema para ela”.
Foi indicada ao Globo de Ouro pelo filme do diretor e já entra como uma das favoritas.
riterion Collection. Falamos muito sobre arte. Mas até agora muito pouco falamos sobre os diversos suportes da arte. Um livro em edição bem acabada, um CD com alguma arte impressionante, um mesmo a moldura e o local de alguma pintura. Isso tudo contribui para a contemplação das obras. No caso do cinema, cada vez mais os diretores dependem de boas edições em DVD ou Blu-ray. E o melhor dessas edições está compilado sob o nome de The Criterion Collection.
Sempre preocupada em levar o filme da melhor maneira possível ao espectador, a empresa começou nos anos 80 a lançar copias em Laser Disc, um precursor do DVD, em tamanho de vinil. Também foi a pioneira a lançar filmes em letterbox, para que o aspecto pretendido pelos diretores fosse alcançado também na televisão, ainda que isso implicasse nas linhas pretas que hoje já nos acostumamos.
Outra inovação da Criterion foram os DVDs especiais, com comentários, making of, etc. Tudo feito nos anos 80, ainda 10 anos antes da popularização do DVD. Dos grandes clássicos do cinema, eles passaram a lançar filmes B, e filmes e difícil acesso. Em alguns casos até digitalizando e restaurando copias antigas.
Procure pelo símbolo, e tenha certeza que terá a melhor edição daquele filme. O único problema, no entanto, é que toda essa qualidade tem preço. Eles podem chegar a custar até 300 reais!