blog da inventa

A arquitetura dos quadrinhos

persprojectiles

Os diferentes tipos de histórias em quadrinhos ao redor do mundo – a construção de histórias, personagens e, principalmente, o cenário delas – é o tema da exposição Archi & BD – La Ville Dessinée, em cartaz até 28 de novembro no Musée La Cité de l’Architecture et du Patrimonie, em Paris.

Loustal

Ela reúne 150 autores e mais de 300 obras, que vão de 1900 até aos dias atuais. Desenhos originais, painéis, filmes e maquetes mostram coisas como a cidade reinventada do português António Jorge Gonçalves, as divisões e cortes do ilustrador francês Bertall,  estruturas e construção do cartunista norte-americano Chris Ware (que fez um dos meus livros preferidos, o “Jimmy Corrigan, o menino mais espero do mundo”), o interior versus o exterior do ilustrador e desginer holandês Joost Swarte, os  locais e ruas de Daniel Clowes, as épocas de Eddie Campbell e muita, mas muita coisa que não cabe tudo num post só.

TANIGUCHI

Se você estiver em Paris, nem pense duas vezes: veja essa mostra. Com certeza eu quero estar no seu lugar. Eu juro, foi muito, muito difícil escolher só essas imagens pra ilustrar o post.

Archi & BD – La Ville Dessinée
Musée La Cité de l’Architecture et du Patrimonie
– Palais de Chaillot
1 place du Trocadéro
75016 Paris

MCCAY

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22 de July de 2010 at 15:21 Comments (0)

Equilíbrio?

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Ele tem nome de diretor de arte de cinema, de compositor de música clássica e de poeta. Mas, o James Hopkins que eu vou mostrar aqui é conhecido pela arte de pegar objetos e dar novos olhares para eles sem arrancar seus signficados tradicionais. O artista britânico fala de sentimentos em sua arte, utiliza humor  e  brinca querendo desafiar a lei da gravidade e o equilíbrio físico. Eu não sei vocês, mas eu quero muito tudo isso que ele produziu, principalmente as cadeiras em cima.

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20 de July de 2010 at 11:59 Comments (0)

PECHA KUCHA 20X20

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Pecha Kucha é a denominação dada pelos japoneses ao som produzido durante uma conversa. Um burburinho. Com este conceito, o escritório de arquitetura Klein Dytham, de Tókio, elaborou um evento que, desde 2003, tem se espalhado pelo mundo – já aconteceu em 304 cidades.

O Pecha Kucha 20X20 é, basicamente, uma forma de apresentação onde cada participante tem o direito de expor suas ideias com 20 imagens, cada uma exibida durante 20 segundos. As apresentações iniciam, sempre que possível, às 20h20.

Hoje, essas regras já estão bem mais soltas. Fotógrafos, músicos e diversos outros criativos participam do Pecha Kucha como bem entenderem. No Brasil, o evento contou com algumas edições em Porto Alegre, sendo a mais recente em novembro de 2009, e também em São Paulo, em 2008.

Neste mês de abril (2010), o Pecha Kucha já aconteceu e ainda vai acontecer em diversas cidades: hoje, em Cleveland (EUA), amanhã em Gdansk e Poznan (ambas na Polônia), Basel (Suíça), Los Angeles (EUA), Buenos Aires (Argentina) e mais.

Para ver apresentações, acesse aqui.

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26 de April de 2010 at 9:00 Comments (0)

Um teto todo seu

Francisco Osler roda o mundo com estilo humanitário e solidário, com os outros e com ele mesmo. Por isso escolheu um terreno no lago norte em Brasília para construir a casa que está atiçando a curiosidade dos vizinhos e dos blogs de arquitetura há algum tempo. Recentemente a casa dos sonhos de Osler foi para também no New York Times como exemplo de simplicidade e funcionalidade. É por lá que o funcionário do Departamento de Assuntos Civis da ONU pretende descansar durante às parcas vindas ao Brasil.

Construída sob a inspiração de cubos, o arquiteto Marcio Kogan conseguiu a simpliciade desejado por Osler. “Neutra mais não monótona. Limpa porém não asséptica”, comentou ao jornal nova-iorquino. Ao longo de 7 anos a casa foi construída e mobiliada e há 2 anos já está habitada pelo seu proprietário.

Para ver mais, acesse a matéria no New York Times.

Marcio Kogan, 2009

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4 de January de 2010 at 16:05 Comments (0)

Arquitetura psicótica

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“Sendo irônico, diria que Psicose é sim, um grande filme sobre arquitetura”. Em entrevista para o suplemento de cultura do Estado, no domingo, o filósofo esloveno Slavoj Zizek disse que não foi à toa a escolha de Hitchcock adotar uma casa pintada por Edward Hopper para ser a casa da mãe de Norman Bates, o personagem central da trama. Gótica e vertical, ela molda sua personalidade cindida entre a tradição representada pela mãe e a modernidade, traçada nas linhas retas e horizontais do motel.

Slavoj diz que se Frank Ghery tivesse projetado a casa de Norman, ele provavelmente não teria matado suas vítimas. O canadense vai na contramão da arquitetura pós-moderna que tenta reproduzir o tom acolhedor da tradição e repudia tudo o que é já foi para abraçar apenas o novo. A personalidade de Norman não seria cindida, mas híbrida.

Museu Guggenheim em BilbaoFrank Ghery foi o pai do Desconstrutivismo (DeCon), uma tendência na arquitetura que seguia exatamente o que o filósofo afirmou. O repúdio à tradição e o resgate do papel da emoção nas construções. Mas emoções novas, e não os velhos sentimentos acolhedores maternos, típicos da arquitetura clássica. Por isso muitas das construções de Gehry parecem não terminadas, ou até brutas. “Apóstolo das fachadas de correntes e das laterais em metal escovado”, foi um dos comentários feitos à este que também foi um dos grandes nomes do design de móveis.

O projeto mais conhecido de Frank Ghery é o Museu Guggenheim de Bilbao. O mais interessante é provavelmente a Dancing House, em Praga.

Dancing House em Praga

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18 de November de 2009 at 15:59 Comments (0)