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Arquitetura psicótica

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“Sendo irônico, diria que Psicose é sim, um grande filme sobre arquitetura”. Em entrevista para o suplemento de cultura do Estado, no domingo, o filósofo esloveno Slavoj Zizek disse que não foi à toa a escolha de Hitchcock adotar uma casa pintada por Edward Hopper para ser a casa da mãe de Norman Bates, o personagem central da trama. Gótica e vertical, ela molda sua personalidade cindida entre a tradição representada pela mãe e a modernidade, traçada nas linhas retas e horizontais do motel.

Slavoj diz que se Frank Ghery tivesse projetado a casa de Norman, ele provavelmente não teria matado suas vítimas. O canadense vai na contramão da arquitetura pós-moderna que tenta reproduzir o tom acolhedor da tradição e repudia tudo o que é já foi para abraçar apenas o novo. A personalidade de Norman não seria cindida, mas híbrida.

Museu Guggenheim em BilbaoFrank Ghery foi o pai do Desconstrutivismo (DeCon), uma tendência na arquitetura que seguia exatamente o que o filósofo afirmou. O repúdio à tradição e o resgate do papel da emoção nas construções. Mas emoções novas, e não os velhos sentimentos acolhedores maternos, típicos da arquitetura clássica. Por isso muitas das construções de Gehry parecem não terminadas, ou até brutas. “Apóstolo das fachadas de correntes e das laterais em metal escovado”, foi um dos comentários feitos à este que também foi um dos grandes nomes do design de móveis.

O projeto mais conhecido de Frank Ghery é o Museu Guggenheim de Bilbao. O mais interessante é provavelmente a Dancing House, em Praga.

Dancing House em Praga

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18 de November de 2009 at 15:59
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