As luzes mudam pela noite. Os colchões ao chão e pelas mesas toda sorte de acessórios sexuais para os casais que usam o Secession Contemporary Art Museum nas orgias que promovem entre as obras de arte com o objetivo de “superar suas inibições”, como afirmou o presidente de um Sex Club que se mudou ao local há algumas semanas.
Mas, pelo dia o local é a única opção para quem quiser conferir um dos trabalhos mais excepcionais do austríaco Gustav Klimt. A obra Bethooven Freeze feita em 1902 e que causou tanta polêmica quanto às teorias do inconsciente sexual do conterrâneo Sigmund Freud. Foi justamente resgatar esse escândalo o objetivo do artista suiço, Cristoph Buechel, que elaborou o conceito da exposição. O que está em questão é justamente a normalidade com a qual encaramos hoje uma obra de Klimt, que provocou a sociedade do fim do século XIX com seus nus simbolistas no mínimo originais.
O escândalo que a exposição tem provocado resgata o sentimento de incomodo do fin-de-siécle de Viena. E como resgata.
Logo mais, às 20h, estreia um espetáculo diferente. We Cage promete iluminar o panorama artístico da cidade com apresentações que envolvem dança e vídeo, arte e tecnologia. Os movimentos sobre o palco são inspirados em obras do compositor americano John Cage, um precursor no desenvolvimento da dança moderna. Uma de suas composições mais conhecidas, 4’33′’, os três movimentos são executados sem que uma única nota seja tocada .
We Cage é um espetáculo apresentado pela PIP Pesquisa em Dança, dirigida pela bailarina Carmen Jorge e com base em Curitiba.
No início de fevereiro, a loja virtual da Disney lançou peças exclusivas da tão aguardada versão de Tim Burton do clássico Alice no País das Maravilhas. De relógios divertidos a vestidos surreais, as peças variam entre o encantador e o enigmático.
E, para quem não aguenta mais esperar o filme – como eu – vale conferir um trecho:
Os três mercenários, diante de Bronson. Fadados à morte.
Não é segredo algum. Todo mundo que fala comigo por algum tempo sobre cinema logo descobre que meu filme preferido é Era Uma Vez no Oeste, de Sergio Leone. Talvez tenha a ver com o fato de Charles Bronson ser o homem mais perigoso que o cinema já viu. Único capaz de derrotar facilmente Chuck Norris. Mas talvez tenha a ver com a melodia que ele tocava em sua guaita, composta por Ennio Morricone.
E não apenas isso. Henry Fonda e a linda Claudia Cardinale completam o elenco regido pelo maestro Leone. Alías, na Itália maestro apenas para diretores de cinema e professores. Maestro lá é direttore di orquestra, como me explicou bem o entrevistado principal da Inventa_06, que sai em breve. Pois bem, acredito que o faroeste tenha sido o gênero que mais contribuiu para o amadurecimento da linguagem cinematográfica. A maneira com que a câmera conta as histórias de mocinhas e bandidos – numa terra sem lei alguma que não a dos próprios homens – nos faz imergir completamente no enredo e no clima de época.
Os planos que se arrastam como as esporas, a luz que queima os olhos e incomoda como o sol e os diálogos lentos e pouco elaborados. Também o plano americano, que é quando a câmera revela a pessoa do joelho à cabeça. Uma exigência para mostrar a pistola à tiracolo. Estas, entre tantas, foram algumas das ferramentas utilizadas pelos diretores de faroeste, de Fritz Lang a Clint Eastwood. Alías, este tem feito os melhores filmes americanos dos últimos tempos. Aprendeu tudo no oeste, ou melhor, em Almeria na Espanha, onde filmou inúmeros spaghetti westerns com grandes mestres italianos, entre eles, Sergio Leone.
Os palavrões estão com os dias contados na Itália. A Federação Italiana de Futebol tornou oficial a decisão de que o jogador que falar palavrão durante as partidas levará cartão vermelho direto. Não importa se foi falado após perder um gol, ou diretamente ao adversário, árbitro ou companheiro de equipe. É rua! Os jogadores que não forem expulsos podem ser punidos depois, através de uma comissão criada para analisar os vídeos no dia seguinte à partida. Se a moda pega no Brasil… Com certeza faltariam jogadores em campo!
“Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo.
A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.
Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”.
O Prêmio ANJ de Criação Publicitária está em sua 8a edição e chega com novidades. O site criado já é um show a parte. Logo ao acessar a página, frases divertidas, polêmicas e engraçadas de celebridades e personalidades mundiais aparecem. Ao clicar em “anuário”, as peças premiadas nos anos anteriores.
Para 2010, a criação de uma nova categoria promete agitar ainda mais este prêmio. Agora, além dos profissionais de criação e mídia, podem participar estudantes de Publicidade e Propaganda, formados em 2009.
Saiba tudo acessando o regulamento está no www.premioanjdecriacao.com.br. Ah! As inscrições podem ser feitas até 8 de março.
Que tal se a moeda de troca de um ótimo hotel fosse apenas um relacionamento profissional? É basicamente essa a proposta o Creators Inn, um hotel que oferece – de graça – hospedagem para criativos e artistas. Localizado em Estocolmo, o Creators Inn tem estrutura de hotel bacana porém, para estar lá, não adianta ter dinheiro.
Quem quiser passar alguns dias nos quartos descolados da “pensão” deve deixar algo em troca. Na verdade, apenas uma boa justificativa. A ideia, mantida e criada por uma marca de roupas chamada Elvine, é incentivar a produção intercultural entre Estocolmo e artistas de todo o mundo.
Para que esse incentivo seja verdadeiro, a equipe do Creators Inn cuida muito bem de suas mentes criativas: localização próxima ao centro da cidade, quartos aconchegantes, plantas nas paredes, armários repletos de peças de roupa da marca Elvine e detalhes divertidos como um mapa no saguão onde é possível marcar com papel e alfinete lugares legais e recomendados da cidade.
Para conseguir essa “boquinha” é preciso enviar um email/carta para os gerentes do hotel e torcer para que eles aceitem sua hospedagem. Para saber mais acesse www.creatorsinn.com
Se você gosta de arte, design, e principalmente de objetos modernos e úteis, não pode deixar de conferir o Craft Design, um evento direcionado a lojistas, arquitetos, decoradores e outros profissionais. A feira Craft Design acontece semestralmente em São Paulo, e revela tanto o trabalho de profissionais renomados, quanto o de novos talentos descobertos nas mais diferentes partes do país. Os produtos expostos são funcionais, ecologicamente corretos, úteis e é claro, moderno. Além da exposição, o evento conta com o “Prêmio Craft Design”, que reconhece e premia o melhor produto profissional e o melhor produto elaborado por estudantes.
Grupos criativos de baixa capacidade financeira não ficam de fora. Por meio da “Craft Design Apóia”, eles podem expor seus produtos de graça, em espaço cedido pelo evento. A próxima edição, que ocorre entre 26 de fevereiro a 01 de março no Centro de Eventos São Luís, contará com palestras, que prometem discussões sobre decoração e design. Um dos temas de palestra da próxima edição é “Comércio Justo e Solidário”. A feira promete trazer as melhores novidades da área. Você vai perder essa?
A edição de 2010 do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, ou simplesmente FILE, traz uma novidade: os artistas que inscreverem seus projetos estarão concorrendo ao prêmio FILE PRIX LUX.
Considerado o maior festival de arte e tecnologia do Brasil, o FILE tem como objetivo, há mais de 10 anos, incentivar o desenvolvimento de projetos criativos e inovadores. A cada exposição, novas formas de interagir com a tecnologia são apresentadas.
O FILE PRIX LUX é uma iniciativa pioneira na América Latina. Com o patrocínio do Santander e por meio da Lei Rouanet de incentivo à cultura, o prêmio é dividido em três categorias. A primeira delas, arte interativa, inclui projetos que utilizam mídias interativas, como performances e realidade aumentada. A categoria linguagem digital abrange projetos com o uso de mídias digitais, como cinema digital e hipertextos. Na categoria de sonoridade eletrônica entram os projetos que usam o som como ferramenta de pesquisa e experiência, tais como instalações e performances sonoras.
Em cada categoria, sete prêmios em dinheiro serão concedidos. As inscrições podem ser feitas até o dia 5 de março através do site oficial. A premiação acontece em São Paulo no mês de julho e conta com votação do público, além da comissão julgadora.