blog da inventa

Pablo Gamba

Pablo Gambas, 2009

Responsável pela capa da Inventa_05 e por uma loja chamada La Dominga em Buenos Aires, este porteño conta com a namorada para tudo, menos para conduzi-lo durante as quase 4 horas que tomava para ir e voltar da faculdade.

Inventa – Quando você começou a desenhar?

Pablo Gamba – Sempre gostei de desenhar, desde pequeno. Lembro quando a professora da 3a série não acreditava que era eu quem desenhava em meus cadernos. Inclusive ela chegou a chamar meu irmão mais velho para confirmar. Meu pai também gosta muito de desenhar e ele estudou “dibujo publicitario”. Aos poucos, ele foi me transmitindo seus conhecimentos.

IVT – Lemos por aí que você gosta de estudar. É isso mesmo?

PG – A etapa que mais desfrutei dos estudos foi na universidade. Lá, encontrei pessoas que tinham os mesmos interesses que eu, que gostavam de coisas similares. Em especial, no começo da carreira, tudo era novo e tudo me surpreendia; além de que, tudo me interessava – podia ser algo sobre história da arte ou técnicas para melhorar o traço… analisar muito as coisas antes de começar a trabalhar, pesquisar, ver revistas, ler muito, aprender com os amigos. No começo não entendia o que estava fazendo, até que fez um “click” e tudo começou a fazer sentido!

Tive que me esforçar muito, porque viajava quase 4 horas todos os dias para ir e voltar de casa à universidade, mas realmente value a pena. Foi uma experiência que me formou muito como profissional e como pessoa.

IVT – Seu trabalho é lúdico. O que te inspira?

PB – Quando conheci o trabalho de Tim Burton, disse wooooow! E comecei copiando alguns de seus traços, mas, tenho uma história e vivências pessoais, lembranças, que coloco nos meus trabalhos. Gosto muito dos “juguetes antiguos”, dos desenhos que fazia quando era criança. Toda a informação que pude armazenar, não apenas na época da univerdade mas sim durante toda minha vida, de alguma ou outra forma se manifesta nas minhas criações.

IVT – Como você analisa o mercado das artes visuais na Argentina?

PG – Nos ultimos anos houve uma fusão entre o desenho gráfico e a ilustração. Isso porque o povo “gostamos de desenhar” começou estudar desenho gráfico e foi aí que aprendemos muito mais sobre o assunto, de uma maneira mais comercial. Creio que na Argentina há designers e ilustradores extraordinários, talvez por causa dessa característica multicultural que temos, enriquecendo nosso cenário gráfico e o deixando muito diverso.

PG, 2009

IVT – Como, quando e por que começou a fazer o design de produtos?

PG – Decidi começar alguma coisa com minha namorada, Ana, para aproveitar as vantagens de um projeto próprio. Surgiram uns ímãs com roupas que mudavam há uns 5 anos. Colocamos um nome no projeto, “Nuevas Ganas” (algo como novas vontades), que é o que aparece na hora de começar algo novo. Logo comecei a trabalhar com uma amiga mexicana chamada Macu, e fizemos vasos, chaveiros e mais algumas coisas. Também fizemos um mapa da Argentina para ensinar quais eram as províncias e as capitais.

Eu conjunto com amigos ilustradores, fizemos as wachi fichuz (www.wachi.com.ar), uma série de figurinhas colecionáveis. Eu trabalho todos os dias em uma agencia onde os trabalhos são corporativos, mas é lá também onde posso desenvolver uma profissão mais tradicional. Estes outros empreendimentos me permitem desfrutar de um outro universo, mais sensível, mais plástico

IVT – Pode-se encontrar seus produtos no Brasil?

PG – No momento não. Apenas desenhei uma vez uma metáfora de Rita Apoena, uma pessoa genial, e seguramente este desenho deve andar por aí. Por meio dela, entrei no Orkut e me chegaram muitos emails brasileiros que elogiavam minha arte. Me encheu de alegria.

IVT – Como foi 2009 para você? Algumas novidades?

PG, 2009

PG – Este ano foi muito bom, pessoalmente e profissionalmente. Desenhei muito para manuais de estudo para crianças e tive uma exposição com minhas obras em uma galeria em Palermo chamada El Diente de Oro. Porém, o mais importante foi que abri junto com Ana minha própria loja, chamada La Dominga e aí sim, conseguimos mostrar para todo mundo o que a gente gosta, o nosso mundo. Vendemos nossos produtos e também obras minhas, de ilustração.

IVT – Você já veio ao Brasil? O pensa de nosso país?

PG – É uma viagem pendente, mas está muito presente em minha vida. Minha sogra é apaixonada pelo Brasil e minha namorada também. Temos alguns amigos próximos que são brasileiros. Na casa de minha sogra sempre há pagode e outras músicas, por isso escuto a música de seu país o tempo todo. Inclusive vendemos CDs brasileiros em nossa loja.

IVT – Você trabalha com sua namorada. Há muito tempo? Por que?

PG – Na verdade é diferente, porque há 5 anos fazemos coisas juntos, mas faz 2 meses que abrimos a loja e ela está lá de segunda à sexta, e aos sábados atendemos juntos. Eu sigo trabalhando como designer e ilustrador. Ela gosta muito de vender, de entrar em contato com a gente, conversar. Ela é um motor constante, sempre criando coisas e incentivando as pessoas. Eu sou mais tranqüilo e a verdade é que se não fosse o empurrão dela, nada do que fiz teria sido completado.

IVT – Quem são os melhores desenhistas argentinos?

PG – Gosto muito de Alex Dukal, Patricio Oliver, Bernasconi, Turdera, Alderete, Gustavo Aimar, Federico Pasos, Isol, Lucas Varela, Liniers e muitos outros. Na verdade, são muchísimos.

Quem quiser saber sobre Pablo Gamba pode acessar os links www.flickr.com/pablogamba ou nuevasganas.blogspot.com

La Dominga, 2009Pablo Gambas, 2009

Pablo Gambas, 2009

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28 de December de 2009 at 13:41 Comments (3)

Itiban: quadro à quadro

O primeiro sentimento teria de ser nostalgia. Entrar em uma loja de quadrinhos sempre nos faz lembrar da infância e dos primeiros “livros” que lemos. E assim continuaria o sentimento se a loja na qual entramos não fosse boa ao ponto de substituir as saudades pela animação e surpresa com a qualidade técnica e literária das publicações que dormem inertes nas prateleiras.

Em nenhum outro lugar de Curitiba pode-se encontrar a diversidade e a qualidade de quadrinhos como no ponto de referência Itiban, que neste ano soprou vinte velas durante uma festa memorável no Jokers. A Itiban também é o mais novo ponto de distribuição da Inventa.

Itiban

O começo de tudo foi em 1989 quando o casal Xico Zumi e Mitie Taketani achou uma desculpa perfeita para fugir do asfalto quente de São Paulo. Estavam já imersos no cenário dos quadrinhos que começava a se desenhar na maior cidade do país, e usaram disso para montar o próprio negócio em Curitiba, terra natal do músico Xico – que também sempre foi ligado às artes marciais o que lhe rendeu o posto de hold e segurança de Caetano Veloso por dois anos e meio.

Quadro à quadro, lutando contra as animosidades, a loja cresceu. Passou por dois locais distintos antes de se estabelecer no atual, ao lado da UTFPR. Por entre os altos e baixos, a constante parece ter sido sempre a simplicidade e simpatia do casal Itiban. Mesmo conversando com este jornalista, Xico ainda tinha tempo de continuar atendendo à todos os clientes que entravam na loja. Mitie, por sua vez, me deixou uma Mad à fiado sem maiores problemas porque ela já havia fechado o caixa (mas por favor não digam à ela que eu revelei essa bondade nata).

Itiban-4

Voltando algumas páginas a mais, o verdadeiro comienzo de tudo foi na Espanha, durante os anos que Xico viveu por lá seguindo a carreira de músico profissional. Hugo Pratt, Oesterheld e Solano López eram os grandes ídolos neste que era um dos países que mais lia quadrinhos no mundo. Aliás, estes mesmos nomes estão na matéria especial sobre os comics argentinos da Inventa_05, que pode ser conferida na íntegra clicando aqui ou na própria revista que já está circulando por aí e, na primeira semana de janeiro estará em todos os pontos de distribuição.

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23 de December de 2009 at 16:54 Comments (0)

De natal

De natal, a Inventa deixa dois presentes. Um deles se repete todos os anos e é um dos contos mais perfeitos sobre o natal na língua portuguesa. A Missa do Galo começa aqui e continua no segundo presente, que é a dica de um site com todos os textos que já caíram no domínio público. Machado de Assis é, e deve ser, de domínio público. Todos os seus contos estão disponíveis em www.dominiopublico.gov.br

Machado de Assis, o mestre

A Missa do Galo

Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta. Era noite de Natal. Havendo ajustado com um vizinho irmos à missa do galo, preferi não dormir; combinei que eu iria acordá-lo à meia-noite.


A casa em que eu estava hospedado era a do escrivão Meneses, que fora casado, em primeiras núpcias, com uma de minhas primas. A segunda mulher, Conceição, e a mãe desta acolheram-me bem, quando vim de Mangaratiba para o Rio de Janeiro, meses antes, a estudar preparatórios. Vivia tranqüilo, naquela casa assobradada da rua do Senado, com os meus livros, poucas relações, alguns passeios. A família era pequena, o escrivão, a mulher, a sogra e duas escravas. Costumes velhos. Às dez horas da noite toda a gente estava nos quartos; às dez e meia a casa dormia. Nunca tinha ido ao teatro, e mais de uma vez, ouvindo dizer ao Meneses que ia ao teatro, pedi-lhe que me levasse consigo. Nessas ocasiões, a sogra fazia uma careta, e as escravas riam à socapa; ele não respondia, vestia-se, saía e só tornava na manhã seguinte. Mais tarde é que eu soube que o teatro era um eufemismo em ação. Meneses trazia amores com uma senhora, separada do marido, e dormia fora de casa uma vez por semana. Conceição padecera, a princípio, com a existência da comborça; mas, afinal, resignara-se, acostumara-se, e acabou achando que era muito direito.


continua aqui

22 de December de 2009 at 18:04 Comments (0)

Saturnália

Pela primeira vez, uma saturnália propriamente dita em Curitiba. Uma tradição da Roma Antiga que marcava a chegada do solstício de inverno (para nós, o de verão) e celebrava a Idade de Ouro, que foi a época em que Saturno teria reinado plenamente o mundo. Ao longo das festas a lógica social se invertia, numa espécie de carnaval, quando escravos eram servidos por patrões e podiam ser eleitos Rei Momo, vestindo os trajes de Saturno.

Hoje, logo mais, será servido um um banquete para os passantes da Rua XV, em Curitiba, com quindins da sorte. Na terça-feira (22) no Beto Batata Original o astrólogo João Acuio debate sobre cada um doz doze signos do zodíaco e na quarta-feira uma festa no Blue Velvet marca o encerramento da saturnália. A festa começa às 21h.

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21 de December de 2009 at 15:56 Comments (0)

Melissa + Masp + Graffiti = 1

Melissa, 2009Não bastasse o choque cultural de uma exposição de graffiti em um dos museus referência no mundo, os cinco artistas que assinam a exposição De Dentro Para Fora, de Fora Para Dentro do Masp também estão com as mãos sujas de spray com a decoração da flagship store da Melissa, na Oscar Freire em São Paulo. Segundo os seguranças do museu, a rapidez e a hiperatividade são mesmo características dos cinco. Fizeram as montagens no museu em meio dia e tão logo a terminaram já estavam na Melissa pintando e colando lambe-lambes na fachada.

A curadoria da mostra deixou paredes preparadas para as próprias intervenções urbanas dos visitantes. O giz no chão convidava à escrever alguma mensagem e eu deixei a minha em baixo de onde dizia “A arte urbana só faz sentido se está na rua”.

Mas toda essa diversidade cultura que levou pela primeira vez em 63 anos a arte “das ruas” ao Masp, que pintou e colou na Melissa e que começa a promover o Graffiti como uma forma de linguagem artística legítima tem uma fonte apenas. A Galeria Choque representa os cinco artistas, abre seu acervo aos sábados para visitas, e vende suas obras por preços que variam de R$50 a até R$5000 reais.

Visitantes do Masp, 2009

Os cinco artistas são: Carlos Dias, Zezão, Titi Frak, Ramon Martins, Stephan Doitschinoff e Daniel Melim.

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21 de December de 2009 at 15:03 Comments (0)

Ao MON, 10!

Não fica nada pra trás. O Museu Oscar Niemeyer em Curitiba não está devendo em nada para os grandes museus do mundo. Em termos das mostras que traz – 10 no total – mas também na superação do provincianismo paranaense nos horários de funcionamento, especialmente em época de férias de fim de ano. Época em que quase tudo fecha, o MON ficará aberto normalmente, fechando apenas nos dias 25 de dezembro e 1 de janeiro. Na véspera de Natal ele fechará um pouquinho mais cedo, às 16h e no dia 31 às 13h.

Aliás, é um programa absolutamente sensacional para o fim de ano. Só as mostras de Vik Muniz (abaixo), Joaquin Sorolla e Le Corbusier já valem a visita.

Vik Muniz, 2003

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18 de December de 2009 at 15:50 Comments (0)

Publicada hoje na Gazeta do Povo

Charge do Paixão!!

Charge Paixão dia 18 12 09

18 de December de 2009 at 8:50 Comments (0)

De Alcobendas…

Vanity Fair, 2009

“I don´t like to look at Penélope directly, it is too overwhelming(esmagador)”, disse para a Vanity Fair de novembro Woody Allen.

A atriz nasceu na pequena cidade de Alcobendas, nos arredores de Madrid, e desde o início demonstrava uma naturalidade incrível frente às câmeras que a irmã segurava filmando às longas tardes das duas no salão de beleza da mãe. O caminho para o topo foi natural, mas não por isso, mais fácil.

Descobriu que queria ser atriz aos 15 anos quando conseguiu entrar de penetra de uma sessão de Ata-me de Almodóvar. De lá começou a procurar agentes, a fazer balé e a procurar testes de elenco até que em 1992, mentindo a idade aos seus produtores, estreou com Jamón, Jamón ao lado do atual hombre Javier Bardeem. Metade da Espanha poderia agora ver o talento (e os seios) de Penélope, que conseguiu chamar a atençã do ídolo, Almodóvar, que a chamou para um papel no filme Kika. Mentindo a idade novamente, a atriz queria se passar por uma personagem com o dobro de sua idade. Almodóvar, que não se deixa iludir facilmente, não deu a ela o papel mas a chamou para participar durante 8 minutos de Carne Trêmula em 1996. Durante oito minutos agonizou um parto em um ônibus durante seus 10 minutos de fama que a iriam projetar seu trabalho em todo o mundo.

Tornou-se a atriz espanhola de maior sucesso. A primeira a ser nomeada para um oscar, e a primeira a ganhá-lo, no ano passado com Vicky Cristina Barcelona. Está de volta com o novo filme de Almodóvar, Abraços Partidos, que continua em cartaz no Brasil. Aliás, o diretor acabou se tornando grande fã de Penélope: ” Ela é extremamente emocional e se ela não fosse uma atriz isso poderia ser um grande problema para ela”.

Foi indicada ao Globo de Ouro pelo filme do diretor e já entra como uma das favoritas.

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14 de December de 2009 at 17:31 Comments (0)

La Liberté

Triste parece ser a vida de palhaço. Engolir todos os desaforos, permanecer sorrindo. Lembro-me de uma história que minha mãe conta. Aconteceu já faz algum tempo (tá bom, mãe, faz pouco tempo), quando foi acelerar seu fusca puxou o volante e qual não foi a surpresa de vê-lo em suas mãos, totalmente solto. Sozinha no carro, ficou desesperada. Ainda mais porque havia um caminhão cheio de palhaços na caçamba colado no volkswagen. Sem saber o que fazer, ficou ali, com o volante na mão até que o grupo de palhaços passasse ao lado do carro proferindo toda sorte de nomes que teriam de ficar por ali mesmo, muito longe da festa de crianças para onde estavam indo.

Era mais ou menos isso o que eu pensava quando criança via os palhaços se divertirem. Será que eles eram daquele jeito sempre? Aí minha mãe contou a história e eu vi que não.

Guy Laliberté, 2009

Ontem fui assistir ao Quidam do Cirque du Soleil, o circo mais famosos do mundo, fundado pelo palhaço mais bem sucedido no mundo. O canadense Guy Laliberté juntou U$2,5 bi ao longo das duas décadas de circo. O suficiente para pagar por uma viagem ao espaço, onde permaneceu por 8 dias em outubro deste ano, tornando-se o sétimo turista espacial em todo o mundo. O espetáculo é uma espiada no universo de um outro palhaço, este de cunho mais artístico. O homem sem cabeça e com guarda-chuva, as cartolas, as maçãs todas denunciavam a arte satírica – mas ao meu ver, divertida – do belga René Magritte.

ReneMagritte

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10 de December de 2009 at 16:15 Comments (0)

E vai ter moda no Paço

 

A criatividade, acredito, é algo inerente a todos nós. (…) De uma forma ou de outra todos podemos criar e muitos o fazem. Sem dúvida, somos mais felizes quando estamos criando, por mais humildes e indistinguíveis que sejam nossos processos de criação.

O autor da frase é Paul Johnson, escritor, jornalista, historiador inglês e autor do livro “Os Criadores”, entre outros.

No sábado, dia 12, os curitibanos podem acompanhar palestra de Roberto Arad sobre o livro de Johnson. O livro trata do processo criativo de diversos expoentes em literatura, artes, moda e outras vertentes. O foco da discussão será o capítulo 13 “A estética de uma casa de botão”, no qual Johnson fala sobre o processo de criação de Balenciaga e Dior.

PALESTRA_DIOR_BALENCIAGA

Então, anote: Sábado, dia 12, às 16h, palestra do Roberto Arad no Paço da Liberdade de Curitiba. A entrada é franca.

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10 de December de 2009 at 14:02 Comments (0)

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